12 de jan. de 2012

Bela Noite


Ah, bela noite
Ah, bela Lua
Pois eu não mereço a Luz
Não mereço as pessoas
Na verdade,
Elas não me merecem
Eu as odeio
Iteis e despreocupados
Facilitam para mim
Assim sendo,
É só escolher a vitima e me divertir
Divertir-me até que chegue a morte de meu brinquedo
E então
Procurar outro
Hahahahaha
Você… Quanto tempo consegue manter-se vivo?

2 de jan. de 2012

Viver


Para que viver?
No meu caso
Seria
Para que viver mais?
Tudo
Está acabado
Destruído
Tudo o que se perde nunca mais voltará a você
Ainda mais
Se você desejar isso
Então cuidado
Pois senão
Sua única saída será a mesma que a minha
A Morte
A sensação da lâmina fria em suas entranhas
E por fim o descanso

1 de jan. de 2012

Imparcialidade



Se ele o ver
Não haverá mais chances
Se ele sentir o cheiro do Medo
Da Desesperança
Do Pânico
Do Horror
Ele irá atrás de você
Independente da forma que ele irá aparecer
Pode ser em uma forma amigável
Familiar
Mas mesmo assim estranha
Não demonstre Medo
Não demonstre nada
Mantenha-se imparcial o maior tempo possível
Pois quando parar
Ele verá suas fraquezas
Medos
Dores
Verá quem você realmente é
E destruirá
Tudo o que você foi

31 de dez. de 2011

Não Vá



Não vá
Eu preciso de você
Pois você me acalma
Me deixa feliz
Não vá
Eu não posso viver comigo mesmo
Algo em mim
Me assusta
E só você me deixa seguro
Seguro de que eu mesmo não vá me machucar
Então por favor
Não vá

28 de dez. de 2011

Fuja



Se você acha que pode fugir
Então fuja
Rápido
O mais longe que puder
Protegendo-se do Inferno?
Você já está nele
Ignorante e inútil
Mais um item para minha coleção!
Pode correr
Seu crânio é tão frágil!
Vou guardá-lo
Afinal, logo você não irá mais precisar dele
Divirta-se com seu medo e agonia
Pois eu estou me divertindo muito!
Corra loucamente
Caia
Quebre a perna!
Dói, não é?
Hahahaha
Seus gritos enquanto me aproximo estão me tentando
Tentando a matá-lo devagar....
Arrancar-lhe os olhos
Hahahaha
Foi mais fácil do que imaginei!
Ah, que pena!
Morreu? Mas já?
Bom,
Agora é encontrar outro brinquedo
Não olhe agora...
Se você acha que pode fugir
Então fuja

Anjos da Noite


Ah, o amor. Ódio também. São apenas irmãos que às vezes se reencontram. Lembrem-se deles. Serão importantes nessa história:
      A vida tornava-se vazia. Mas ela ainda achava que havia esperanças. Aguardava que algo a liberta-se daquela 'vida'. E além de sua vista, algum ser a observava. E odiava vê-la daquele jeito. Fez algo de que se arrependeu amargamente em um futuro não tão distante. Voltando a nossa pequena mortal. Algo a dizia para não dormir. Sentia que tinha que esperar e em um pensamento inútil esperou. A noite ia chegando a seu fim, a Lua perdendo o brilho. Mas algo parecia brilhar mais que a própria Lua, era um Anjo? Não podia ser. Aquele ser Magnifico, Superior, Sagrado, estava a olhando. 'Não, não pode ser...'. Ele se apresentou. Sua voz era como a mais bela canção. Ela estava paralisada com aquela visão, ele não a julgou por isso. Mas sentiu algo diferente nela, um sentimento novo, não ligou. Levou-a para dentro, deitou-a na cama e antes que ela dormisse profundamente fez votos de fidelidade, felicidade e amor. Ela sorriu e dormiu, dormiu com o sorriso no rosto. O ser achou que era de aprovação e foi dormir. A bela dama ainda dormia, ele resolveu deixa-la dormir mais um pouco. A mortal acordou. Olhou em volta. 'Foi apenas um sonho', e foi em direção a cozinha. Espantou-se ao ver aquele ser que ela imaginara ser apenas obra de seus sonhos. Ele olho-a dos pés a cabeça. De certo modo, admirava os seres humanos, mas ainda não os entendia. Esperava que a convivência com aquela Dama o fizesse entender.
      Por anos ele a amou, mas ela ainda tinha aquele sentimento estranho, que ele não sabia o que significava. Ele achara no início que era por ele não ser um humano 'normal', ainda não a julgava. Mas a frieza dela, o incomodava. 'Ela é assim por minha causa? O que é isso emanando dela? Desejo? Ódio talvez.'. Mas não era isso. Nada disso. Ela se gabava, adorava que ele a amasse sem ela dar nada em troca. Ela a beijava, mas não com o desejo. Ela o abraçava, mas não com sentimento. Ela o beijava para que ele não parasse de ama-lá. Ela o abraçava para que ele não a achasse fria. Mas após dois anos, ele descobriu o que era aquele 'sentimento novo', era cobiça, ganância. Não era amor, muito menos paixão. Isso o despertou. Isso fez com que ele a olhasse de modo estranho, 'O que foi, querido?'. 'Nada'. Ela estranhou, ele não era de poucas palavras, algo tinha. Sentiu-se culpada. Mudou a atitude nos dias seguintes. Aprendeu a amá-lo, prezou muito mais a presença dele. O beijava com desejo e malícia. Os abraços levavam a outros beijos. Mas isso não se seguiu por muito tempo. Pois quem perdera o desejo, fora ele. O ser a amou, ela o ignorou. Isso pareceu cortá-lo por dentro. 'Não só pareceu. Como o fez'. 'O que você disse querido?', ela estranhou, pois a voz dele que era enigmático, estava sombria. 'Eu apenas pensei alto, não ligue.'. Não ligar? Agora que ela o estava estranhando totalmente. Ele não mais passava as noites junto dela. Ela dormia sozinha e acordava sozinha. Apenas em meio a noite ela sentia o corpo de seu parceiro, só que não estava mais quente e acolhedor. Estava frio e ameaçador.


  “O que acontecera a ele? Será que fiz algo? Logo passará... eu espero”. A culpa estava dando pequenas pontadas em sua mente, mas as ignorou. Em outra semana, o  Ser não voltara para casa na hora que geralmente chegava. Voltou para a casa da humana apenas na tarde do dia seguinte. Ao entrar fora bombardeado com perguntas ciumentas, odiosas de se ouvir. Perguntas inuteis. Dolorosas para o coração daquele ser. Ele não aguentou. Pegou-a pelos braços e jogou-a na parede. A humana caiu no chão em posição fetal. Ele só sentia ódio. Ódio daquela que o desprezou. Daquela que ele amou. Daquela pela qual abidcou a Santidade para ficar junto a ela. E falou, demonstrando raiva, mas calmo. “Se fizer mais uma pergunta... não sei o que eu vou fazer! Eu apenas fui dar uma volta!! Não sai e nem deu bola a mais nenhuma cretina desse mundo imundo!!! Agora deu para se preocupar comigo? Pois eu dispenso sua preocupação!” . E saiu. A humana se via no chão. Chorando pela rejeição. “Ele não me ama mais!” . Agora a c ulpa tomara conta de sua mente. Tomou conta de cada pensamento. Não só culpa como o Amor. Amor incondicional que começara a sentir por aquele ser. Como pudera ela ignorar tanto os sentimento de um ser Sagrado? E o pior. Ela o ignorou e se aproveitou. Se gabava com suas amigas e familiares que diziam que ela não seria ninguém, que morreria sozinha. O  Anjo demorou a voltar para casa. Uma semana praticamente. Quando voltou ela estava dormindo no sofá. Provavelmente o aguardando. Ele sentiu o sentimento que mudarara. Não mais era ganância. Era culpa e amor. Mas não. Agora era tarde de mais. Muito tarde... Ele a culpava por fazê-lo frio, sem sentimentos. Ele a culpava por perder seu lugar no Paráiso. Por fazer ele acreditar que podia ser feliz e acabar com aquela sensação. Esmagá-la. Destrui-la. Dias se seguiram com poucas palavras proferidas. Apenas comprimentos e palavras soltas. Ela cortou o silêncio entre eles. “Você me ama?” . O Anjo olhou para o chão. Se fosse anos atrás responderia automáticamente.  Mas agora ele hesitou. O que fez com que a Dama se arrependesse de perguntar aquilo, sentia que a resposta não era fácil para ele. Era difícil e dolorosa. Ele a olhou com desprezo. Olhou bem no fundo dos olhos dela. Procurou atingir a Alma da garota com os olhos. Conseguiu. O olhar de desprezo. Dor. Coração estraçalhado. Ela estremeceu. “Não me olhe assim!!! Não tive culpa!! Fui apenas tola!! Era jovem e tola!! Eu o amo!! Por favor... não me... não tive... culpa...” . Ele a observou sorrindo, sem tocá-la. Sem consolá-la. Sem falar. Chorava descontroladamente. O Anjo tentou encorajá-la a algo. Não era para resistir. “Pegue isto. A dor irá parar. Eu realmente não entendo vocês humanos. Só se interessou por mim quando eu comecei a me afastar, não é?” Ele mostrava a faca a ela. A Dama estava desesperada. Desesperada por perdão. Mas mesmo assim não queria que a culpa fosse jogada nela. Não. Não! “Quer que eu morra? Pois então me mate! Pois a culpa não é só minha! Se você não mudasse nós ai....”. O Anjo começou a falar. Falava calmamente apenas aumentando o tom em algumas palavras: “Como assim se eu não mudasse?! Quem me mudou foi VOCÊ! A CULPA é SUA. Vê? Se VOCÊ não tivesse me transformado NISSO... ainda te amaria tolamente. Se VOCÊ mudasse. Nós ainda nos amaríamos, seria RECÍPROCO! A CULPA É SUA!! VOCÊ ME FEZ ASSIM!! Eu a amava! AMAVA! TODA... SUA!” . Ele ria. A humana não acreditava nas palavras do Anjo, e resolveu responder. “EU? COMO ASSIM EU? VOCÊ QUE EM UM DIA ME AMAVA NO OUTRO ME OLHAVA FRIAMENTE...!!” . E ela não mais teve tempo para pensar em continuar. O Anjo tomou uma sua forma antiga. As asas surgiram, mas negras. Os olhos brilhavam, mas não de felicidade. Queria vê-la morta. Queria se vingar. E foi o que fez. O Anjo pegou uma das mãos da Dama que jazia paralisada. E colocou a lâmina em suas mãos. Como se despertasse de um sonho ela olhou a faca em sua mão. Continuava a falar calmamente: “TUDO... culpa SUA!!!”. Disse a frase com se fosse uma melodia. Cantando. E riu. Ela não acreditava naquilo. Ele ia matá-la! E então olhou para a faca. Ela se matou. Cortara a jugular. O Anjo a envolveu com com suas asas negras. Envolvendo-a num abraço quente e cheio de desprezo enquanto dizia rindo e cantando uma melodia macabra: “Culpa sua, apenas sua...só sua!” E quando o sangue parou de jorrar. A Humana estava no chão já pálida. O Anjo saiu da casa. Rindo. Assustando todos daquele vilarejo medíocre. Um Anjo com Asas Negras manchadas de Sangue. Ele continuou até chegar ao centro da cidade. Abriu novamente as asas em contemplação a Lua. Fez uma reverência para a linda Lua. Que fez o sangue brilhar como se em aceitação do Sacrifício. E então ele as fechou. Gritou de modo calmo, controlado e alegre: “Eu era um Santo. Mas por CULPA DELA eu virei isso... culpa DELA... só DELA” . E voou. Deixou tudo para trás. Iria ao Submundo, só para ter o prazer de vê-la queimar. Queimar sem o perdão do Ser que podia poupá-la do Inferno.

Alma Esverdeada



Levantou. Mirou. E matou. Pronto. Tudo bem, ou não. A presa estava caída, sem vida. Quando algo chamou a atenção do Arqueiro. Algo que não se vê em cadáveres normais ‘Se é que aquela Criatura podia ser considerada normal’. Soltou seu arco e suas flechas. Algo que não devia ter feito. Dizia sua consciência, pegou um galho e calmamente ergueu aquela coisa. Notou uma pequena falha na pelagem da Criatura, como se a flecha disparada por ele a tivesse queimado. Arrancou a flecha do couro chamuscado.  Sentira um pouco de sangue escorrer-lhe pela mão, alguns segundos depois por onde o sangue passara queimou ‘Fogo!’. Foi o bastante para que largasse a flecha e a jogasse longe. Nos segundos que vieram a seguir sentiu o maior pavor de sua vida. A queimadura se alastrá-la por todo o corpo da Criatura, que agora jazia em cinzas e ossos. Afastou-se brutalmente dos restos mortais. Suspirou. Antes que acalmasse seus pensamentos, subiu ao céu uma fumaça esverdeada ‘O que? Veneno?’. Seu pensamento foi interrompido pelo vulto da Criatura pulando em cima dele, pulando, mordendo e arranhando. Seu instinto reagiu a tempo, pegou sua adaga e desferiu um golpe, de susto e raiva, no pescoço do Animal. A Criatura caiu, junto com seu assassino. Olhou em volta “Nada” e para onde matara o primeiro “Nada”. “Espere! Nada, como... nada?” Os restos mortais da Criatura não estavam mais lá, só havia as cinzas, que agora tinham um tom esverdeado. Sua adaga aqueceu. Aqueceu e queimou sua mão. Soltando pragas a deixou cair, ao tocar o chão o metal produziu uma pequena fumaça. Virou-se para o segundo cadáver e esperou. Esperou e observou. Notou a fumaça verde exalando do corpo. Pegou seu arco e sua adaga, que ainda estava quente. Posicionou-se. Preparou a flecha e observou à fumaça subindo ao céu. Recuperou a calma, mas perdeu-a nos instantes seguintes. Onde a facada fora desferida ‘A queimadura como o outro!’, alastrou-se e o cadáver se transformou em cinzas e ossos ‘Como o outro?’. Pensara ter visto o esqueleto da Criatura se mexer “Você só está com medo, aquilo são só ossos...”. O esqueleto se moveu novamente. E dele começou a se formar tecidos, órgãos, couro. A criatura se levantou, após se formar das cinzas, com o olhar assustado. Virou e encarou o Arqueiro. O olhar lhe causou arrepio intenso. Os olhos, antes verdes, em segundos, tornaram-se totalmente negros. Durante o contato visual o Arqueiro pode analisar melhor as feições Daquilo: Não era maior que um javali selvagem, seu pelo liso e manchado de preto, nas extremidades mantinha um tom vermelho, os dentes caninos superiores a mostra, não maiores que a ponta de uma de suas flechas, mas pareciam tão afiadas quanto. O ar em sua volta, geralmente fresco naquele bosque, cheirava a morte, putrefação e queimado. No primeiro movimento da Criatura ele disparou uma flecha. Errou. Não devia ter disparado. A Criatura investiu sobre ele e arrancou, com uma patada, o arco da mão do Arqueiro. Que instantaneamente puxou a adaga e desferiu golpes em todas as direções, a Criatura arranhava e mordia loucamente, como ele, as cegas. Os esforços do Arqueiro só resultaram em um corte profundo no peitoral da Criatura. Afastou-se na única chance que teve e tentou recuperar seu arco, mas “Ela” fora mais rápida. Sentiu uma dor aguda no ombro, até o cotovelo, esquerdo. Caiu, seu braço dilacerado jorrava sangue, agora era inútil. A Criatura se distraíra com o sangue em suas garras e deu tempo para que o Arqueiro percebesse, em sua poça de sangue, a falta de suas armas. Procurou seu arco, de joelhos. O encontrou, mas estava tão inútil quanto seu braço. “A adaga!”, procurou somente com os olhos, a dor não deixava que se movesse. “Achei! Só tenh... AH! Meu braço. Esqueça-o! Por um momento”, conseguiu rastejar alguns metros “Só mais um pouco... Consegui!”. Mas a Criatura notou seus movimentos. Colocou-se ereto nas patas traseiras: “Estou com sede. Estou com sede do SEU sangue, Humano”. A sensação da consciência da Criatura entrando na sua causou uma nova onda de dor em seu braço. E quando a dor dimunuira conseguiu ficar em pé, cambaleante, com a adaga em sua mão direita. Ao ver que o Humano se levantou se atirou contra o pescoço dele para que se saciasse com o sangue dele. Viu alguma coisa na mão do Humano, mas não ligou. Só queria mais daquele sangue. A Criatura era mais pesada do que o Arqueiro pensava. A adaga atingira seu alvo. O coração. Ou pelo menos onde ele achava que era, comparando com a cena da reconstituição da Criatura. Sentiu nojo, enquanto o sangue escorria “dela” para ele. Nojo e medo. Mas seu medo, ou pelo menos parte dele, sumira quando saiu de baixo da Criatura. Observou-a queimar e se transformar em restos mortais de novo, esperando o pior. “Sem fumaça verde, ótimo. O demônio morreu. Vamos ver os estragos.”. Disse limpando o sangue “Daquilo” do rosto, mas estava respingado por todo seu corpo. Sentiu o braço, dessa vez pior. Gritou. Caiu. Contorceu-se. Levantou-se e se pôs a caminhar, em direção a sua aldeia. Mas algo o fez cair novamente. O sangue daquele Demônio-Negro que respingara nele, começou a queimar corroer sua armadura, pele, osso. Sentiu algo passar por suas veias, como vapor passa por um cano. Queimando. Mas sentiu mais ainda quando viu o veneno sair pelas veias dilaceradas do braço esquerdo. Saiu do corte uma substância verde. Gritou de dor e agonia.

 Olhou de relance para a adaga. Resolveu não pensar duas vezes. Com um único golpe, sorte que sua adaga era bem amolada, arrancou o braço. Gritou. Gemeu. O sangue jorrava, mas não só sangue parte da substância também, do que sobrara do seu ombro. Uma poça de sangue contaminado se formou. “Uma poça do meu sangue!”. Só que de nada adiantou. O veneno já se espalhara por todo seu corpo. E pelo seu coração. Morreu. O encontraram dois dias após a luta. Ajoelhado, com o olhar vidrado no braço caído, decepado. A poucos metros de um pequeno monte de areia verde. “Mas o que matou esse homem? O que era aquilo?”. Pesou o caçador que o encontrara. “Que fumaça é essa? Vem da areia! Pelos Deuses...mas o qu...?!”